Rafael Mascarenhas: o que falta para a mudança de atitude?

Postado por Êrica Nickel em julho 29th, 2010

A notícia da morte de Rafael Mascarenhas chocou o país na terça-feira passada. Depois que se apagarem os holofotes, esta tragédia será mais um número nas estatísticas de acidentes de trânsito. Infelizmente, é assim mesmo que aparecerá: “mais uma morte”, apesar de ser uma pessoa famosa, este é o resultado da negligência e da imprudência.

Infelizmente, no Brasil, de acordo com dados de 2008 do Ministério da Saúde, os atropelamentos são a primeira causa de morte no trânsito. Muitas vezes somos imprudentes no trânsito como pedestres, ciclistas, motociclistas ou motoristas e achamos que o acidente nunca acontecerá conosco. Porém, eles estão mais perto do que pensamos. Basta uma distração ao celular, o aumento da velocidade para chegar mais cedo no destino, um furo de sinal, um “pega” ou “racha”, basta estarmos desatentos aos semáforos (pedestre e veículo), basta uma cervejinha, uma discussão no carro, um capacete frouxo, freios desregulados… e o acidente acontece.

Na verdade nem deveria ser chamado de acidente, pois especialistas já constataram que a maioria deles tem uma causa principal: o erro humano.

Então se evitar acidentes depende de nós, porque as estatísticas de morte no trânsito continuam aumentando? Se sabemos qual é o comportamento seguro que devemos ter então porque não agimos com segurança, prudência e, acima de tudo valorizando nossa vida e a dos outros?

Mesmo assistindo à dor da família e amigos de Rafael Mascarenhas, muita gente continuará agindo do jeito que sempre agia no trânsito: com imprudência e desatenção. O que falta para a mudança de atitude?

Deixo para vocês responderem.
Até o próximo blog.

 

Cuidados ao dirigir sob neblina

Postado por Mariana Czerwonka em julho 15th, 2010

Essa época do ano é propicia à neblina, principalmente no Sul e no Sudeste do Brasil. Quem pega a estrada deve ficar atento a alguns cuidados para não correr o risco de sofrer um acidente, o que é muito comum nessas condições, principalmente os engavetamentos ocorrem com bastante frequência.

Para escrever sobre o assunto, consultei o Manual para Formação de Condutores da Tecnodata. Que transcrevo alguns trechos abaixo.

Conduzir sob neblina exige muito cuidado e experiência. Acidentes que ocorrem nessa condição adversa normalmente são gravíssimos e podem envolver diversos veículos.

Nas estradas, os trechos e horários sujeitos à neblina podem e devem ser evitados, com o correto planejamento da viagem. Sob neblina devemos tomar as seguintes precauções:

- Redobrar a atenção.
- Reduzir a velocidade, mantendo um ritmo constante, sem acelerações ou reduções bruscas.
- Manter o farol baixo aceso, mesmo de dia.
- Não usar luz alta, pois ela piora a visibilidade.
- Parar somente em pistas com acostamento ou em locais seguros.
- Em pistas sem acostamento é preferível seguir em frente com cuidado.
- Em paradas de emergência, deve-se sinalizar a pista e manter o pisca alerta ligado.

Atenção: o pisca alerta não deve ser usado com o veículo em movimento, exceto em situações de emergência.

Agora um conselho da autora, esses dias um acidente na Via Dutra, matou um casal que estava namorando dentro do carro, no acostamento. Havia neblina no local e um motorista de caminhão não conseguiu enxergar o veículo e o acidente acabou acontecendo. Por isso, o melhor em caso de neblina, é parar somente em local seguro (dentro de um posto, por exemplo).

Outra coisa bacana: não me lembro em qual concessionária de estradas, o pessoal para o tráfego, aguarda a formação de um comboio e saem todos juntos seguindo um veículo da concessionária para evitar os acidentes. Um auxílio sensato a prevenção!

Se for pegar a estrada depois de ler esse post, fique atento, pois os cuidados estão em suas mãos. Até a próxima!

 

Faixa de pedestre é para ser respeitada

Postado por Êrica Nickel em julho 6th, 2010

People crossing the streetRetornando da licença à maternidade, confesso que senti muita falta de escrever os blogs e conversar com os internautas. E de volta ao trabalho recebi um convite para falar numa rádio sobre a campanha do Batalhão de Trânsito – BPTRAN - iniciada ontem em Curitiba, sobre o uso e respeito à faixa de pedestres. Algumas perguntas foram feitas pelo radialista e achei importante comentar aqui a seguinte: mas de quem é a culpa dos atropelamentos, do motorista ou do pedestre?

Em minha opinião, todos são responsáveis pelo trânsito, afinal o motorista não nasceu dentro do carro, antes de dirigir ele já era e continua sendo um pedestre. Portanto o CONDUTOR seja de automóvel, moto ou veículo de grande porte, deve considerar que:
• Quando está na condição de pedestre quer respeito e um pouco de paciência por parte dos condutores. Então porque não ter um pouco mais de paciência com os pedestres, que também tem um destino, assim como os que estão motorizados?
• Deve lembrar que ele, bem ou mal, aprendeu a se comportar no trânsito e conheceu as normas para circulação nas vias. O pedestre nem sempre conhece todas as regras, direitos e deveres e, muitas vezes, desconhece a verdadeira dimensão dos riscos para a sua vida ao ter atitudes perigosas no trânsito. Então é dever do condutor PREVER e EVITAR atropelamentos, independente do comportamento errado do pedestre.
• Deve considerar que o elemento mais frágil é o pedestre e não ele, que tem o veículo como um escudo protetor. Quem sai perdendo sempre é o pedestre.

Já o PEDESTRE precisa:
• Dar-se conta que nem sempre está sendo visto pelo condutor.
• Estar mais atento, ser menos apressado, e parar de atravessar a rua entre os carros.
• Usar a faixa de pedestres onde existir e parar de oferecer perigo para si e para os outros usuários.
• Usar a regra de ver e ser visto que significa prestar atenção se o condutor o enxergou e estar realmente atento a movimentação de todos os tipos de veículos.
• E onde não houver faixa, olhar cuidadosamente para os dois lados e atravessar em linha reta.

A responsabilidade é de todos, mas é preciso que as campanhas educativas de trânsito sejam frequentes. Além disso, estruturar a cidade com mais faixas de pedestres e fiscalizar pedestres e condutores com freqüência e rigor. A convivência precisa ser pacífica, ordenada e de respeito mútuo, mas isso só se constrói com um trabalho constante e de longo prazo.

Faça a sua parte: respeite e use a faixa de pedestres. Aguardo a sua participação respondendo à pergunta: de quem é a culpa dos atropelamentos?

 

Tema da Semana Nacional de Trânsito 2010: Cinto de Segurança e Cadeirinha

Postado por Mariana Czerwonka em julho 5th, 2010

cinto-seguranaaNo ano em que entra em vigor a obrigatoriedade do uso das cadeirinhas em veículos automotores e também ano em que muito tem se falado sobre o uso de cinto de segurança, principalmente no banco de trás, nada melhor do que escolher estes temas para a Semana Nacional de Trânsito.

De 18 a 22 de setembro órgãos do Sistema Nacional de Trânsito e sociedade em geral dedicarão as suas ações às atividades relacionadas ao Cinto de Segurança e as Cadeirinhas.

Pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) indica que apenas 11% dos passageiros utilizam o cinto no banco traseiro, o que justifica mais fiscalização e mais informação, pois o cinto reduz em até 50% o risco de morte em caso de acidente.

Além disso, os acidentes de trânsito representam a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil. Dentre estes acidentes de trânsito, estão os que vitimam a criança na condição de passageira de veículos. Neste caso é exatamente o uso do dispositivo de retenção, popularmente conhecido como bebê conforto, cadeirinha ou assento de elevação, que pode diminuir drasticamente as chances de lesões graves – e de morte – no caso de uma colisão.

Segundo Alfredo Peres da Silva, presidente do Contran e diretor do Denatran, trabalhar pela utilização do cinto de segurança e dos dispositivos de retenção adequado às condições da criança é um desafio; um compromisso a ser assumido por todos os profissionais da área.

Sou uma defensora de que a mobilização que ocorre apenas na Semana Nacional de Trânsito aconteça o ano inteiro. Não adianta trabalhar com educação de trânsito por uma semana se no decorrer do ano o tema for esquecido. Nas escolas, principalmente, o tema é abordado apenas nesta Semana, o que é um erro grave, pois a importância do assunto e as estatísticas demonstram que a educação de trânsito deveria ser uma disciplina e não um acontecimento raro e passageiro.

Tenho que admitir que já foi bem pior. Há alguns anos só se ouvia falar em trânsito, principalmente na mídia, de 18 a 22 de setembro. Ainda bem que isso mudou e que o tema trânsito hoje é recorrente em todos os noticiários. Afinal, se com toda informação a situação atual é esta, imagine se a população fosse alienada e não tivesse acesso aos números, a Lei, etc? Não gosto nem de pensar no que viraria o nosso Brasil.

Bom, agora que já temos o tema deste ano, vamos arregaçar as mangas e mãos à obra. Vou escrever muito ainda sobre Cinto de Segurança e Cadeirinha. Aguardem novos posts!

 

Dois anos de Lei Seca no Brasil: polêmica e bons resultados

Postado por Mariana Czerwonka em junho 30th, 2010

foto_materia-lei-seca21A Lei Seca completou, em 19 de junho, dois anos em vigor no Brasil. Com alguns pontos positivos e outros nem tanto.

Dados de pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET) mostram que no primeiro ano da lei as internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito caíram em 28,3%. Já no segundo ano, dados do Ministério da Saúde mostram que o país registrou 2.302 mortes a menos em todo país.

O risco de morrer por acidentes de trânsito no Brasil também diminuiu 7,4% no ano seguinte à lei. Dessa maneira, a taxa de mortalidade (divisão do número de óbitos por grupo de habitantes) passou de 18,7 mortes por 100 mil habitantes para 17,3.

Em 17 Estados, houve redução no número de mortes. O Rio de Janeiro foi o estado que apresentou maior redução com 32%. Além do Rio, os resultados mais expressivos foram alcançados no Espírito Santo (18,6% a menos), em Alagoas (menos 15,8%), no Distrito Federal (menos 15,1%) e em Santa Catarina (menos 11,2%). É óbvio, que nem tudo são flores, em alguns estados houve até aumento no número de mortes, com destaque para Rondônia (10,6% a mais), Sergipe (mais 9,1%), Amapá (mais 6,9%) e Paraíba (mais 6,5%).

Pode-se dizer que o que faltou nesses estados em que cresceu o número de mortes foi conscientização e principalmente fiscalização, que sobrou, por exemplo, no Rio de Janeiro.

A Operação Lei Seca foi realizada amplamente no estado, com direito até para polêmica no Twitter, e comprovadamente surtiu efeito. Foi o estado em que mais houve redução de mortes. O triste é que a redução ocorreu pela intensa fiscalização, não pela conscientização da população. Parte dos cariocas tentou até criar mecanismos para facilitar a fuga da Operação e manobras para desviar das rotas determinadas pelas autoridades de trânsito. Como se a Operação ou mesmo a Lei fossem feitas para o mal da população.

Sim, faz mal para o bolso e para a consciência dos infratores, daqueles que bebem e saem dirigir sem noção nenhuma do perigo que isso representa, ou pior ainda, com toda a noção do que pode ocorrer e mesmo assim assumindo riscos que podem estar totalmente fora de controle do condutor.

As pessoas podem até alegar que as condições impostas pela Lei são exageradas, volta-se a falar no “bombom de licor”, mas infelizmente, se não acontecesse dessa forma, muitas vidas continuariam sendo perdidas no trânsito. Está mais do que provado que falta muito ainda para o brasileiro adotar boas práticas no trânsito apenas por conscientização. O que funciona mesmo, INFELIZMENTE, é mexer no bolso do cidadão.

***Mudando de assunto: externo aqui, publicamente, meu apoio à Elaine Sizilo, nossa companheira, que passou por momentos difíceis essa semana, mas que Graças a Deus, superou e agora está voltando à vida normal. Força Elaine, Alan e Yan!

 

Assunto mais do que batido, mas muito importante: as motos no trânsito!

Postado por Mariana Czerwonka em junho 23rd, 2010

moto-11Esse é um assunto que está em alta em todo o país. A crescente frota de motocicletas no Brasil e o consequente aumento de acidentes envolvendo esse veículo, vem mobilizando setores como o de saúde, da imprensa e do próprio governo para encontrar alguma solução que freie esses números assustadores.

Ontem, vi de perto a fragilidade de um motociclista. Estava transitando em uma rua completamente sem movimento perto do meu trabalho, quando meu carro foi ultrapassado por um jovem motoqueiro. Até aí nenhuma novidade, somos ultrapassados a todo momento por eles (inclusive pela direita). Na minha frente, sozinho, ao passar por um buraco (na contramão) o motociclista perdeu o controle do veículo e caiu com o rosto no chão.

Passei por ele sem saber o que fazer. Vi que um pedestre se aproximava da vítima e continuei meu trajeto. Eu sei que se parasse ali, atrapalharia mais do que ajudaria, pois tenho pavor de sangue, acho que deixaria a vítima ainda mais nervosa. Não sei o que aconteceu com ele, por estar de capacete acredito que as lesões não foram graves (assim espero), mas para mim ficou muito clara a fragilidade desse usuário do trânsito. Ele não estava em alta velocidade, não estava no corredor entre veículos, enfim, estava sozinho, se desestabilizou em um buraco…e como o próprio motociclista é o para-choque do seu veículo, caiu e se machucou.

Isso comprova o que alguns motociclistas dizem: “não existe ninguém que nunca caiu de uma moto, se você ainda não caiu, espere, pois a sua hora vai chegar”. Mais do que uma frase, essa é uma constatação das estatísticas e pesquisas envolvendo motociclistas.

Pesquisa divulgada essa semana, feita pelo HC de SP, mostra que aqueles que escapam da morte enfrentam uma dura rotina após os acidentes, às vezes com danos irreversíveis e que os acompanharão pela vida inteira. Além disso, a pesquisa mostrou também que a maior parte dos pacientes que se envolveram em acidentes de moto não é formada por motoboys, mas por pessoas que usam o veículo apenas para transporte. Outra surpresa: dobrou o número de mulheres envolvidas em acidentes com moto.

Não vou entrar no mérito dos custos que envolvem o acidente: internação, reabilitação, dias ou meses afastado do trabalho- esses dados você pode conferir nesta reportagem - porque acredito que este fato não sensibiliza boa parte da sociedade.

A conclusão disso tudo é que não tem mais jeito. Como disse o médico do HC, Dr. Marcelo Rosa, responsável pela pesquisa, esse é um caso de epidemia. E toda epidemia merece ações de prevenção, como as da Gripe H1N1, por exemplo.

Melhoria na formação dos motociclistas (na autoescola), legislação própria (proibição do uso dos corredores, por exemplo), fiscalização eficiente, vias planejadas,  conscientização através de campanhas e, principalmente, educação de trânsito nas escolas. Só assim poderemos enfrentar sem medo a dura batalha do trânsito brasileiro.

 

Habilitação de moto é passaporte para morte no Brasil

Postado por Elaine Sizilo em junho 23rd, 2010

Reportagem do Fantástico domingo, publicada no Portal do Trânsito, desmistificou algo que era consenso para muitos: os motociclistas que estão se acidentando gravemente no trânsito NÃO são mais os motoboys.  Até há pouco tempo atrás metade dos acidentados de motocicleta eram motoboys, hoje 67% deles são trabalhadores que usam a moto como meio de transporte.

Atualmente são mais de 160 mil motociclistas feridos por ano no Brasil e 23 mortos todos os dias. Em média, um acidentado fica 18 dias internado e custa 35 mil reais para o SUS. A facilidade de compra do veículo e a busca por liberdade e mais agilidade frente aos contínuos congestionamentos das grandes cidades têm contribuído diretamente para o aumento dessas estatísticas. Mas, na minha opinião, não é só isso.

 A formação e atualização dos motociclistas precisam ser revistas imediatamente. Sabemos que as resoluções 168/04 e 285/08 trouxeram contribuições importantíssimas para o curso de formação desses condutores, exigindo mais conteúdos específicos, ampliando a carga horária do curso e exigindo prática de direção em vias abertas. No entanto, pelo que retratam as estatísticas, não está sendo suficiente. Falta, a meu ver, fiscalizar se a legislação está sendo realmente cumprida e punir rigorosamente os que não o fazem. Pois, enquanto a formação dos motociclistas for tratada com descaso e oferecida aos candidatos à habilitação como “brinde” (pague o curso para carro e ganhe o de moto), infelizmente muitas vidas ainda serão interrompidas ou mutiladas.

 

 

 

 

Contran regulamenta curso para mototáxi e motofrete

Postado por Mariana Czerwonka em junho 18th, 2010

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou nesta sexta-feira (18) a Resolução 350, que regulamenta o curso especializado obrigatório destinado a profissionais que realizam transporte de passageiros (mototaxista) e entrega de mercadorias (motofretista). A partir de 15 de dezembro os mototaxistas e motofretistas deverão realizar o curso obrigatório de 30 horas-aula para o exercício da atividade.

De acordo com a Lei 12.009, para o exercício do mototáxi e do motofrete é necessário que o profissional tenha completado 21 anos, possua habilitação por pelo menos dois anos na categoria “A”, utilize colete de segurança dotado de dispositivos retrorrefletivos e seja aprovado em curso especializado, regulamentado pelo Contran.

Segundo a regulamentação do Conselho, o curso será dividido em duas etapas: Curso Teórico que terá carga horária de 25 horas-aula e o curso de Prática de Pilotagem Profissional com duração de 5 horas-aula. Para realizar o curso, além dos requisitos exigidos pela Lei 12.009, o condutor não poderá estar cumprindo pena de suspensão do direito de dirigir, cassação ou impedido judicialmente de exercer os seus direitos.

Para ser aprovado no curso especializado o condutor deverá ter cem por cento de frequência e ser aprovado com setenta por cento na avaliação. Em caso de reprovação o condutor terá prazo máximo de 30 dias para realizar nova avaliação.

O curso será ministrado pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) ou por instituições por eles autorizadas e abordarão assuntos relativos à ética e cidadania na atividade profissional, noções de legislação, gestão do risco sobre duas rodas e segurança e saúde.

De acordo com a Resolução, serão reconhecidos os cursos específicos, destinados a motofretistas ou mototaxistas, que tenham sido ministrados por órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito, Sistema S ou instituições por eles credenciadas até a entrada em vigor da Resolução 350 (15 de dezembro de 2010).

O motociclista profissional deverá realizar o curso de reciclagem a cada cinco anos. Esse curso terá carga horária de 10 horas-aula, sendo o módulo teórico de 7 horas-aula e o de prática de pilotagem de 3 horas-aula.

Outro requisito para o exercício da atividade é a autorização do poder público concedente e o registro da motocicleta na categoria aluguel.

Acesse a Legislação:

Lei 12.009/2009 – Regulamenta o exercício das atividades de motofrete e mototáxi.
Resolução 350 do Contran – Regulamenta o curso de formação para motofretistas e mototáxis.

 

O Brasil, a Copa e o Trânsito

Postado por Mariana Czerwonka em junho 15th, 2010

bandeira_do_brasilHoje é dia de estreia do Brasil na Copa do Mundo, e como este jogo teremos vários outros – tomara que até 11 de julho. Isso mexe com a nossa população. Camisas verdes e amarelas nas ruas. Torcedores ansiosos. Estabelecimentos comerciais com horário diferenciado. Lotação nos bares.

O que fazer nesses dias, para que um dia de alegria não se transforme em tragédia ou mesmo uma situação chata que pode te atrasar para assistir ao jogo? Isto é fato, as pessoas que estão nas ruas podem estar mais nervosas que o normal, mais alteradas e com pressa de chegar a algum lugar.

O importante é não perder a concentração. Estar atento é fundamental para prevenir situações de risco. Se estiver num congestionamento, não perca a paciência. Coloque uma música calma no rádio e procure relaxar. É comprovado, motoristas nervosos e estressados podem estar mais propensos a brigas e acidentes que os demais.

Não deixe de olhar para todos os lados do veículo. Redobre o cuidado com motociclistas e pedestres. Eles também estão loucos para chegar em casa e acompanhar a seleção canarinho. Lembre-se: ver e ser visto é uma recomendação importante para se evitar atropelamentos e colisões com motos.

Para aqueles que vão assistir ao jogo com a “galera”, seja em bares ou casas de amigos, uma orientação é mais do que importante, se beber não dirija. Muitos órgãos de trânsito em várias cidades estão preparando blitze especiais para reforçar a obrigatoriedade da Lei Seca. Mais do que evitar as blitze e as multas, proteja a sua vida e a das pessoas que você ama, respeite a lei. Se beber, volte de táxi. Vá de carona com quem não bebeu. Enfim, de um jeito ou de outro, prevenir é sempre o melhor remédio.

Agora, só nos resta torcer! Boa sorte BRASIL!!!!!!!!!!

 

Rumo ao Hexa Brasil!!!

Postado por Elaine Sizilo em junho 14th, 2010

E começa mais uma Copa do Mundo! De quatro em quatro anos somos contagiados por uma força, meio sem explicação, que nos atrai para a frente da TV e dos noticiários da internet em busca dos grandes confrontos e seus resultados. Mesmo quem não gosta ou não entende muito de futebol acaba sempre se envolvendo de alguma forma, nem que seja para torcer apenas pelo Brasil.

Infelizmente, este estado de “transe” que a maioria das pessoas fica durante a Copa, principalmente durante os jogos da nossa seleção, acaba gerando inúmeros riscos no trânsito.  Na hora dos jogos do Brasil o país quase que para totalmente, as pessoas ficam desesperadas para encontrar os amigos no bar, driblar o trabalho e correr para casa ou simplesmente achar uma TV. A finalidade é justificada, porém o meio para se chegar ao destino que é o problema.

Dirigir em alta velocidade, avançar o sinal vermelho, estacionar em local proibido, dirigir alcoolizado, não usar cinto de segurança, exceder a capacidade de passageiros no veículo, atravessar ruas fora da faixa, são algumas das infrações mais cometidas nesse período, a maioria delas resultando desde multas e apreensões até prisões e acidentes graves. Pense nisso e não estrague a sua festa, nem a de ninguém! BRASIL!!! BRASIL!!! BRASIL!!!