Arquivos de novembro, 2010

Viver ou morrer no trânsito: a escolha é de cada um.

quinta-feira, novembro 25th, 2010

Somente após ter finalizado este post é que vi que a Mariana já tinha escrito sobre o mesmo tema. Mas por considerar o assunto de extrema importância é que resolvi postá-lo assim mesmo. Boa leitura!

Morreu ontem, dia 24 de novembro, o Presidente da COPEL – Companhia Paranaense de Energia, Sr. Ronald Ravedutti. Ao retornar de uma viagem de São Paulo, por volta das 6 horas da manhã sob chuva intensa, o motorista do carro em que estava o presidente perdeu o controle do veículo em uma curva, invadiu o canteiro central e capotou algumas vezes. Os dois ocupantes da frente, motorista e um fotógrafo da empresa, sofreram apenas ferimentos leves, já o Sr. Ronald foi arremessado para fora do veículo pelo vidro de trás e não resistiu.

Manifestamos aqui o nosso pesar pela perda da família, mas não poderíamos deixar de analisar as causas desse acidente. Segundo as técnicas de Direção Defensiva um acidente ocorre devido a uma combinação de diversos fatores. Nesse caso, algumas condições adversas foram os fatores que desencadearam a ocorrência do acidente: chuva intensa, penumbra, curva e sonolência do condutor. Isto sem saber, porque não é possível identificar só pelas notícias, quanto a manutenção do veículo, condições dos pneus e freios, bem como a velocidade exercida no momento do acidente.

A combinação de fatores descrita acima pode até explicar o acidente…, mas o que explica o fato do automóvel com três ocupantes resultar em uma vítima fatal e dois feridos levemente? É isto mesmo que você pensou! O Sr. Ronald, que viajava no banco de trás, era o único que não usava cinto de segurança.

É importante observar o seguinte: o condutor poderia ter evitado o acidente? Sim, segundo as técnicas de direção defensiva era só ele ter agido preventivamente, alterando a combinação de fatores, que certamente o acidente não teria acontecido. No entanto, analisando friamente o resultado da tragédia, era só o Sr. Ronald ter usado adequadamente o cinto de segurança que tudo isso não teria passado de um grande susto para todos.

Isto me faz pensar que: por mais criticada que seja a nossa legislação de trânsito, o seu cumprimento continua sendo decisivo entre viver ou morrer. Porém, a escolha é de cada um.

Sem cinto + banco traseiro + acidente = morte!

quinta-feira, novembro 25th, 2010

É com muito pesar que escrevo o post de hoje. Ontem pela manhã, li assustada as manchetes dos jornais paranaenses. Num acidente na BR-116 falecia Ronald Ravedutti, pai de meus colegas Gustavo, Fernanda e Giovana.

Conheci os três no Colégio Decisivo, em Curitiba, e fui colega de classe do Gustavo, além de jogar vôlei com a Fernanda. Sei que todos estão muito abalados com a morte tão prematura do estimado presidente da Copel, tão querido por todos os funcionários da empresa e colegas de governo. Mas não poderia deixar de escrever sobre o assunto, até para servir de alerta para toda a população.

Segundo informações de policiais que atenderam a ocorrência, possivelmente Ravedutti estava sem cinto de segurança e por isso foi lançado para fora do veículo, o que causou a sua morte. Com ele, viajavam o motorista e mais um fotógrafo, os dois tiveram apenas ferimentos leves.

Esse é mais um acidente, dentre tantos outros, que mostra a importância do uso do cinto de segurança, MESMO NO BANCO DE TRÁS. Não é preciosismo, é uma questão básica de segurança. Por que as pessoas não acreditam nisso?

A prova de que esse assunto não é levado a sério, foi apresentada ontem durante o III Seminário Denatran de Educação e Segurança no Trânsito. Segundo dados do Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf), a falta do uso do cinto de segurança é a terceira infração mais cometida por veículos fora do estado de emplacamento. A infração pela falta do uso do cinto de segurança fica atrás apenas das infrações de excesso de velocidade (9.834.097) e ultrapassagem pela contramão (1.168.189). De janeiro de 2004 até julho de 2010 foram 978.870 infrações pela falta do cinto em todo o país.

O que mais precisa acontecer para as pessoas se conscientizarem? Ninguém percebe que frases do tipo: “Ah! Esse é mais um jeito de arrancar dinheiro do povo” ou “Essa lei faz parte da indústria da multa”, ou ainda “Isso não vai pegar, vai ser como o Kit de Primeiros Socorros”- servem apenas para mostrar o quanto somos ignorantes no quesito PREVENÇÃO. Já escrevi aqui e repito: leis como essa tem o objetivo de ajudar a salvar vidas, como é o caso da lei seca e da obrigatoriedade das cadeirinhas.

De qualquer forma, voltando ao assunto inicial, não podemos voltar o tempo. Tenho certeza que se fosse possível, o fim dessa história não seria tão trágico. Por este motivo o que nos resta é mandar um forte abraço a toda família Ravedutti e continuar lutando para que histórias assim deixem de acontecer.

Redução de mortes no trânsito…Chega de Acidentes!!!

quarta-feira, novembro 17th, 2010

Evento pela redução de mortes no trânsito reúne especialistas e autoridades para a discussão da situação brasileira diante da Década de Ações para a Segurança Viária 2011-2010, proclamada pela ONU. O evento faz parte de uma parceria entre a FGV/EAESP e o movimento Chega de Acidentes, que tem o apoio do Portal do Trânsito.

O evento teve transmissão online, para que a sociedade de alguma forma participe e contribua com a redução de mortes no trânsito.

O número de vítimas e mortes no trânsito brasileiro é assustador. Hoje com 37 mil fatalidades/ano e 120 mil feridos internados/ano, de acordo com o Ministério da Saúde. Para uma redução efetiva de vítimas de acidentes de trânsito, além de iniciativas, são necessárias ações organizadas em um plano estratégico. Nos próximos quatro anos, que é o período correspondente ao mandato dos próximos governantes, 150 mil pessoas poderão morrer em virtude da violência no trânsito, e quase 500 mil serão vítimas hospitalizadas, se mantida a atual situação. Sendo que o impacto econômico dessas tragédias pode chegar a R$ 140 bilhões.

Diante desse quadro alarmante de mortes no País, a FGV/EAESP (Fundação Getúlio Vargas) e o movimento Chega de Acidentes! realizaram hoje dia 17 de novembro, o evento Década de Ações para a Segurança Viária no Brasil – Marco Zero. O evento é um ponto de partida para a discussão e acompanhamento das decisões e ações para 2011 a 2020, período proclamado pela ONU (Organização das Nações Unidas), em março deste ano, como a Década de Ações para a Segurança Viária.

Na ocasião, os organizadores realizaram um tributo às vítimas de acidentes de trânsito, além de apresentação sobre o cenário atual de acidentes de trânsito no Brasil e as principais necessidades, com o especialista Aílton Brasiliense, ex- diretor do Denatran e presidente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos); recomendações da ONU para a Década, com o Doutor Otaliba Libânio Neto, representante do Ministério da Saúde, e também a participação de representante da OPAS (Organização Pan-americana da Saúde); a palavra das autoridades e de representantes de setores da sociedade; e a leitura de um manifesto que contém recomendações para que a sociedade e o poder público se engajem na luta por um trânsito sem vítimas.

A data do evento foi escolhida pela proximidade ao Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito, este ano em 21 de novembro. A ONU estabeleceu, em 2005, todo terceiro domingo do mês de novembro como um dia para realizar tributos às pessoas que morreram em virtude de acidentes de trânsito, além de suas famílias, e todos aqueles que de alguma forma tiveram suas vidas afetadas por essas tragédias.

Motocicleta: uma epidemia social

sexta-feira, novembro 12th, 2010

Como ter um trânsito mais seguro para todos? O que podemos fazer para nos proteger dos abusos dos motociclistas no trânsito?

São abusos e riscos tão sérios que ainda não sei como não me envolvi num acidente com moto, apesar de dirigir com muita atenção e cuidado. Parece que nenhuma norma de trânsito vale para eles. Estou generalizando mesmo, porque são pouquíssimos os motociclistas que seguem regras de segurança e reforço: motociclista consciente é a minoria, infelizmente. A grande maioria está procurando a morte diariamente. O pior é que boa parte deles, quando não morrem, ficam seriamente machucados e com lesões irreversíveis. A situação é trágica.

Quantos ainda precisam morrer para que as autoridades façam alguma coisa?

As regras parecem estar INVERTIDAS para os motociclistas e quero IRONIZAR um pouco pensando em como seria um Código de Trânsito que retratasse o comportamento do motociclista hoje. Acredito que seria assim:

1. Ultrapasse sempre pela direita e sem verificar se os outros veículos estão te vendo;
2. Ande sempre no corredor entre os carros, sem dúvida é o lugar mais seguro e onde não há chance de encostar nos outros veículos ou de atropelar pedestres (inclusive crianças e idosos que são os mais distraídos);
3. O capacete deve ser apenas encaixado na cabeça, sem nenhuma preocupação com ajustes na fivela, afinal a cabeça é a parte menos importante do corpo;
4. Ouse ao máximo, pondo sempre em risco sua vida e a do seu carona, com certeza ninguém irá sentir sua falta;
5. Faça de tudo para estar sempre à frente dos outros, nem que seja meio metro, corte a frente dos veículos, passe entre retrovisores no semáforo, passe entre caminhões e ônibus, pois o importante é ser o primeiro (quem sabe ser também o primeiro a morrer naquele cruzamento?);
6. Aproveite sempre o sinal amarelo e também o vermelho, pois é certo que nunca haverá um pedestre terminando de atravessar a rua ou algum outro motorista apressadinho no mesmo cruzamento. Não há risco de colisão nos cruzamentos;
7. Use chinelos, camisetas, shorts ou bermudas, pois tudo isso ajuda a proteger o corpo do motociclista numa queda;
8. Encurte o guidão da motocicleta e elimine o retrovisor, afinal quanto menos movimentos puder fazer com o guidão, mais segurança o motociclista terá em situações inesperadas;
9. Ande sempre em alta velocidade, especialmente onde há muitas pessoas: na frente de escolas, terminais e pontos de ônibus, igrejas, hospitais, pois com certeza nunca haverá pedestres tentando atravessar a rua;
10. Ande sempre sobre as faixas divisórias das vias, pois elas não escorregam em dias de chuva;
11. Para os recém habilitados, faça tudo o que os experientes fazem, afinal sua experiência e habilidade em situações de risco é igual à deles, então suas chances de acidentes são nulas.

Enfim, deveria haver um Código de Trânsito INVERTIDO somente para os motociclistas, porque eles vêm se comportando como um grupo social à parte que não respeita nenhuma lei e não é punido pelo que faz.

É uma pena que os custos de um acidente nem sempre atinjam o motociclista, pois pessoa morta não paga conta, não chora no próprio enterro e não pode consolar seus familiares e amigos.

Desculpem o desabafo, mas está cada dia mais difícil ver tantos jovens se acidentando, morrendo ou colaborando para um trânsito cada vez mais perigoso.

Estou me sentindo de “mãos atadas” e compartilhando com vocês minha indignação e preocupação. O máximo que posso fazer é evitar acidentes, mas consigo ajudar muito pouco os jovens que querem morrer cedo.
Aguardo seu comentário.

Dentre os acidentes, qual causa mais mortes de crianças?

quarta-feira, novembro 10th, 2010

crianaas-vatimas-de-acidentesEssa resposta está no estudo encomendado pela ONG Criança Segura divulgado ontem (veja aqui a matéria completa). Não é surpresa, mas os acidentes que mais matam crianças no Brasil são os de trânsito (atropelamentos e colisões), seguidos bem de perto pelos afogamentos (explicado por sermos um país tropical).

Segundo os dados colhidos pelo Ministério da Saúde, em 2007 -última atualização disponível- 5.324 crianças morreram vítimas de acidentes de trânsito, afogamentos, sufocações, queimaduras, quedas, intoxicações, acidentes com armas de fogo e outros. Os acidentes representam a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil.

No Brasil, a taxa de mortalidade de menores de 15 anos por acidentes foi de 10,6 (por cem mil habitantes). Essa taxa foi superada pela maioria dos estados. As cindo unidades que apresentaram as maiores taxas foram: Tocantins (21,9); Roraima (20,2); Mato Grosso (16,3); Amapá (15,5) e Mato Grosso do Sul (15,0). Os cinco estados que apresentaram a menor taxa foram: São Paulo (8,1); Rio Grande do Norte (8,8); Bahia (9,0); Minas Gerais (9,4) e Ceará (9,7).

Acidentes de trânsito apareceram como causa predominante de óbitos nas regiões: Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, apenas na Região Norte os afogamentos ocuparam essa triste posição. No total, foram 2.134 mortes, sendo que 44% corresponderam aos atropelamentos, 28% aos acidentes com a criança na condição de passageira do veículo, 6% na condição de ciclista e os 22% restantes corresponderam a outros tipos de acidentes de trânsito.

Acredito que muito já está sendo feito para diminuir estes índices alarmantes. E é bem possível que com a divulgação de campanhas pela mídia, a atuação nacional cada vez mais presente da ONG Criança Segura e os esforços legais (Res. 277/08 do Contran, por exemplo), esses números caiam um pouco a partir, principalmente, deste ano.

O que pode estar faltando talvez seja uma orientação maior sobre as causas e prevenção de atropelamentos. No geral, mas vale também para esse caso específico, os acidentes podem ser prevenidos. E muito está em nossas mãos (pais, cuidadores, responsáveis, professores, etc).

Sugiro um exercício: dê uma olhada no site da ONG Criança Segura, veja como prevenir acidentes que mais acontecem em sua região e divulgue, oriente. Você pode atingir uma, dez ou mil crianças, mas tenha certeza que a semente foi plantada e que o resultado, se cada um fizer uma parte, vai aparecer antes do que imaginamos.

Projeto torna colete refletor equipamento obrigatório no trânsito

terça-feira, novembro 9th, 2010

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6966/10, do deputado Fernando Chucre (PSDB-SP), que obriga o condutor de veículo a usar colete refletor quando for obrigado a parar seu automóvel ou motocicleta na pista. O desrespeito à regra será considerado como infração grave, sujeita a multa.

O uso do equipamento será necessário quando o condutor estiver fazendo sinalização do problema aos outros motoristas que trafegam na pista, para facilitar que ele seja visto pelos outros motoristas e evitar acidentes. A especificação da norma será responsabilidade do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97).

De acordo com a Resolução 36/98 do Contran, ao parar o veículo no acostamento ou na faixa de rolamento das vias por causa de alguma emergência o condutor deve acionar o pisca-alerta e colocar o triângulo a, pelo menos, 30 metros do veículo.

Para Chucre, no entanto, “em algumas situações, nas quais as condições de visibilidade do ambiente ficam prejudicadas, essa sinalização parece não ser suficiente para evitar a ocorrência de acidentes”. Segundo ele, “o problema se agrava quando percebemos que, muitas vezes, o pisca-alerta do veículo continua desligado ou o triângulo não é posicionado em distância adequada”.

O projeto foi apensado ao PL 781/07, do deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), que torna o colete refletor equipamento obrigatório dos veículos. As propostas tramitam em caráter conclusivo e serão analisadas pelas comissões de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

É nós na fita!

sexta-feira, novembro 5th, 2010

sociedade

Na semana passada participei de uma reunião com abnegados e comprometidos cidadãos, todos preocupados com uma demanda muito importante: organizar e fazer acontecer a “Década de Ações para a Segurança Viária” nesse nosso país de trânsito tão problemático. Trata-se de uma bela oportunidade de mostrarmos ao mundo que podemos cuidar melhor do nosso trânsito, tornando-o menos violento, menos estressante, enfim, mais humano e seguro.

O encontro de trabalho foi numa das tantas salas de aula da FGV em São Paulo. Um ambiente bem apropriado para o desenvolvimento de ideias e planejamento de ações. Ideias que podem salvar vidas. Falamos da organização de dois importantíssimos eventos para o trânsito brasileiro: o “Década de Ações para a Segurança Viária no Brasil –
Marco Zero”
, dia 17 de novembro e o “Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito”, programado para domingo, 21 de novembro.

Foi um encontro de várias pessoas altamente capacitadas, todas empenhadas em que o Brasil faça bonito no seu trânsito pelos próximos dez anos. É uma cobrança da ONU, mais especificamente, da OMS. E não estamos sós. Vários países com problemas sérios de segurança no trânsito estão ao nosso lado. Nada lisonjeiro participar deste grupo. Mas admitir e reagir de forma adequada, organizada e inteligente é o que precisamos fazer neste momento.

Se fizermos como os países europeus fizeram nestes últimos 10 anos – a “década de ações” deles acabou neste ano – chegaremos em 2011 com motivos para nos orgulharmos. Eles reduziram em impressionantes 50% a violência do trânsito. Impressionante porque na maioria dos países europeus, os índices já eram, digamos, bons. Mas não dá pra chamar de “bom” qualquer índice que expresse a incompetência em se fazer do trânsito um ambiente seguro.

Bem, se as estatísticas europeias de 10 anos atrás eram preocupantes, para eles, as nossas, de hoje, são – ou deveriam ser – no mínimo, escandalosas, para nós. Dê uma olhadinha no “acidentômetro” na página de abertura do Portal do Trânsito e você vai ver do que eu estou falando. O nosso caso é muito pior do que o da Inglaterra, da França ou de Portugal. Por isso mesmo, com algumas ações sérias e bem coordenadas, devemos obter melhorias bem expressivas em um curto espaço de tempo. Mas isso só será possível com o engajamento de toda a sociedade.

Foi com base no exemplo europeu que a OMS “convocou” o Brasil para esta “década de ações”. A OPAS, o Ministério da Saúde e uma série de instituições por todo o país estão se mobilizando. Nós do Portal do Trânsito estamos apoiando e divulgando várias iniciativas neste sentido. Uma das mais consistentes é o Movimento Chega de Acidentes, organizado pelo Cesvi Brasil, ANTP, AND e Abramet.

Nessa reunião na FGV estavam presentes o Deputado Federal Hugo Leal, o pessoal da FGV e FGV Online, DM9, SBOT, OAB-SP, Vitae Civilis, SINDSEG, 2PRO, Inst. SP Contra a VIolência, Atlétic-GV, Angis, SEMOB, MNSP, MMFF, IQA, insight, Metrô-SP, Hora H, Rotary-SP, FM-USP, RCSP, ESM, Ciclocidade, CET-SP, OCDC, a ONG Criança Segura e, é claro, toda a equipe do Cesvi Brasil.

Para saber mais sobre o Dia em Memória das Vïtimas no Brasil clique aqui e, no mundo, clique aqui.

Nosso país é muito grande e nem todos que gostariam vão poder participar do evento “Marco Zero” no dia 17/11, em São Paulo. Se tudo der certo, a FGV Online vai transmitir o evento em seu site.

Participe você também Divulgue esta ideia! O mundo inteiro vai estar de olho na gente!

Projeto prevê sinal sonoro em todos os semáforos

quarta-feira, novembro 3rd, 2010

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7076/10, do deputado Marçal Filho (PMDB-MS), que determina a instalação de equipamento que emita “sinal sonoro suave, intermitente e sem estridência”, que sirva de guia ou orientação para a travessia de pessoas com deficiência visual.

A proposta altera a lei sobre promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida (10.098/00), que determina a instalação desse tipo de equipamento apenas “se a intensidade do fluxo de veículos e a periculosidade da via assim determinarem”.

O deputado Marçal Filho destaca que o semáforo sonoro é um equipamento fundamental para o deslocamento de deficientes visuais nas cidades. “Defendo a instalação de semáforos sonoros em todos os municípios brasileiros, sem restrições”, afirma.

A proposta tramita em regime de prioridade, apensada ao projeto que institui o Estatuto do Portador de Deficiência (PL 7699/06), e será votada diretamente pelo Plenário.

Veja a proposta na íntegra.