Arquivos de março, 2009

Você é “pavio curto” no trânsito?

segunda-feira, março 30th, 2009

Tenho observado que a agressividade no trânsito aumenta a cada dia. Não basta ser um bom motorista e agir corretamente, é necessário estar atento às ações inesperadas dos outros, pois, dependendo da nossa reação, as consequências podem ser desastrosas.
Muitos comportamentos agressivos são característicos de pessoas com “Transtorno Explosivo de Personalidade”, o famoso “pavio curto” que, segundo o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas-SP, é uma doença que não deve ser confundida com estresse ou nervosismo, pois estes podem ser controlados. A pessoa que é “pavio curto” age impulsivamente e tem dificuldades de controlar a agressividade, pois sua ação é mais rápida do que seu pensamento. Normalmente após os acontecimentos, a pessoa se sente culpada, envergonhada e deprimida.
Este Transtorno atinge uma grande parte da população brasileira e pode ter como causa o nervosismo ou o aumento do estresse, relacionados às pressões familiares, sociais, profissionais e de consumo, mas nem sempre as causas são psicológicas.
Bom, se você se encaixa no perfil do estressado, vale lembrar que é possível controlar os impulsos, respirar fundo e não revidar às provocações, afinal existe muitos exemplos de pessoas que foram agredidas até a morte por discussões de trânsito.
Se você é o “pavio curto”, procure ajuda médica, pois a doença tem cura e deve ser tratada antes que chegue ao seu extremo.
Finalmente, em qual perfil de comportamento você se encaixa no trânsito?
Aguardo o seu comentário.

Cidadania no trânsito

sexta-feira, março 27th, 2009

Desde dezembro de 2008 estão em vigor as Resoluções 303 e 304 do CONTRAN. Respectivamente as resoluções dispõem sobre vagas de estacionamento destinadas com exclusividade para idosos e pessoas portadoras de deficiência motora.

A Resolução 303/08 tem sua justificativa pautada no Estatuto do Idoso, válido desde 2003 e que determina que 5% das vagas de estacionamento público regulamentado devem ser destinadas exclusivamente para idosos. Já a Resolução 304/08 respalda-se na já conhecida Lei da Acessibilidade do ano de 2000, que determina a obrigatoriedade de reservar 2% das vagas de estacionamento público para veículos destinados ao transporte de portadores de deficiência motora ou dificuldade de locomoção.

Com o objetivo de atender estas determinações o CONTRAN regulamentou novos modelos de placas para identificar os locais de estacionamento exclusivo. No entanto, para utilizar as vagas exclusivas, seja em estacionamento público ou privado, o condutor terá de portar uma credencial emitida pelo órgão executivo de trânsito do município que é válida para todo o território nacional.

Aos condutores que, no entanto, utilizarem as vagas exclusivas com a credencial irregular (vencida, falsificada, ilegível, etc.), sem portá-la ou que estejam usando o veículo para outros fins que não seja o transporte de idoso ou deficiente motor, caberá multa e remoção do veículo, conforme art. 181 inciso XVII do CTB. Será que esta regulamentação vai inibir os chamados “espertinhos” que não se importam nenhum pouco com o próximo? Aguardo a sua opinião.

Mulheres no volante, perigo constante? Informação equivocada…

quarta-feira, março 25th, 2009

Li uma matéria hoje muito interessante. Uma pesquisa do Denatran Mulher no Trânsito (Departamento Nacional de Trânsito) revela que dos condutores envolvidos em acidentes de trânsito com vítimas, ocorridos de 2004 a 2007, apenas 11% eram mulheres. De acordo com o levantamento, 1.702.738 de condutores estiveram envolvidos em 1.574.829 acidentes de trânsito com vítimas registrados nesse período. Considerando a média de condutores envolvidos identificou-se que 71% eram homens, 11% mulheres e 18% não informados.

Essa é uma informação muito importante e mostra que na verdade, o perigo constante existe quando os homens estão ao volante. Principalmente se estiverem em alta velocidade, embriagados, enfim…É claro que não podemos generalizar, existem homens que dirigem corretamente, respeitando as leis e mulheres que desrespeitam a sinalização, se estressam, etc.

É óbvio que algumas características que são próprias de cada gênero devem ser levadas em consideração. Homens, muitas vezes se arriscam mais, querem ultrapassar limites e superar desafios, e desta forma acabam colocando a própria vida em risco e estão mais sujeitos a se envolver em acidentes. Já as mulheres tem um instinto mais protecionista, de cuidado e por isso se preservam mais.

E você o que acha dessa informação? Deixe aqui seu comentário.

Educação de trânsito nas escolas já é uma realidade

segunda-feira, março 23rd, 2009

Recentemente estive capacitando professores de escolas públicas e privadas, em Minas Gerais, para a educação de trânsito. Foram momentos muito ricos de reflexão, conhecimento e de “tomada de consciência” a respeito do comportamento de cada um no trânsito e, em especial, das crianças. Todos puderam perceber que é preciso corrigir erros básicos de comportamento e, ao mesmo tempo, ensinar atitudes seguras às crianças.
Com base na metodologia do programa Educando Crianças para o Trânsito, da Tecnodata, os professores foram preparados para incluir o tema trânsito no seu dia-a-dia em sala de aula e contribuir para um trânsito mais seguro, tanto no presente como no futuro. Afinal, as crianças já utilizam o trânsito seja como pedestres, ciclistas, passageiros e estão muito mais expostas a riscos do que os adultos.
Vamos torcer para que este investimento em educação possa realmente resultar em um trânsito mais seguro!
Até mais.

Agora é lei: airbag é equipamento obrigatório!

sexta-feira, março 20th, 2009

Foi sancionada ontem, pelo presidente da república, a lei que torna o airbag dianteiro um equipamento obrigatório nos veículos. A determinação é válida apenas para os veículos novos fabricados no Brasil ou importados e entra em vigor daqui a 5 anos.

Segundo estatísticas norte-americanas divulgadas pela Rede Sarah de Hospitais, o airbag tem reduzido em 14% o número de mortes de condutores e 11% de passageiros do banco dianteiro. Além disso, o equipamento reduz em mais de 50% o número de lesões no tórax e na cabeça.

No entanto, é importantíssimo lembrar que estes números e benefícios somente são possíveis quando o uso deste equipamento é combinado com outro também obrigatório e indispensável: o cinto de segurança. A pessoa que se acidenta sem cinto de segurança em um veículo equipado com airbag, mesmo a uma velocidade não muito alta, pode sofrer ferimentos gravíssimos e até morrer.

Desta forma, fica comprovado que o airbag é um equipamento complementar, que sua eficácia é dependente do uso do cinto de segurança, que pode ser acionado uma única vez e que funciona apenas em colisões frontais. Com todos estes fatores para se levar em consideração, será que os legisladores escolheram o equipamento certo para tornar obrigatório? Qual a sua opinião?

Campanha no Rio

quarta-feira, março 18th, 2009

Hoje li em um veículo de comunicação que a partir de amanhã, 30 pessoas que ficaram com sequelas após sofrer um acidente de trânsito, vão participar de uma campanha de conscientização no Rio de Janeiro.

O que os acidentes que estas pessoas sofreram tem em comum é que em todos eles o álcool estava envolvido e o objetivo do Governo do Rio é fazer cumprir a “Lei Seca” no estado.

É uma ideia que surgiu baseada em opiniões de especialistas em trânsito e surge bem no momento em que parece que as pessoas estão mais relaxadas em relação ao consumo de álcool ao volante. Não só no Rio, mas em todo o País, a fiscalização já não está mais tão rigorosa e os condutores perderam o “medo” de sofrer a suspensão do direito de dirigir ou até mesmo de serem presos.

Espero que dessa forma as pessoas respeitem a Lei não apenas pelo medo de suas consequências, mas pelo perigo que representa o ato de beber e dirigir.

Falta preparo e prudência aos motociclistas

segunda-feira, março 16th, 2009

Numa reportagem que assisti recentemente sobre os motociclistas é bastante comum vê-los culpar os motoristas pelos acidentes de trânsito e vice-versa. Afinal, de quem é a culpa? Acredito que são diversos os fatores que têm contribuído para o aumento anual de mortes de motociclistas que só em 2008, no Brasil, foram 6.700. De 1990 até agora, o aumento do número de acidentes foi de 2.000%, algo realmente inacreditável!

É fácil notar que a pressa, a intolerância, a imprudência são erros tanto de motoristas como de pilotos de motos. Dentre as principais imprudências dos pilotos, podemos citar: forçar passagem entre os carros, inclusive entre veículos grandes e longos como ônibus e caminhões; avançar o sinal vermelho e não guardar distância dos outros veículos.

Em relação à pressa dos motociclistas, temos que COMPARTILHAR A RESPONSABILIDADE entre todos que utilizam os serviços de motoboys e que exigem um curtíssimo prazo de tempo para que seus produtos cheguem ao destino. A falta de oferta de emprego tem aumentado cada vez mais a procura dos jovens pela profissão de motoboy. Neste caso, a concorrência pressiona o motoboy a fazer mais corridas para ganhar mais, arriscando também a própria vida nesta busca por produtividade. A sua falta de preparo aumenta a probabilidade de acidentes e morte.

A formação nas autoescolas também é deficiente, pois a direção defensiva é uma técnica pouco ensinada, porém é a principal ferramenta para que o motociclista evite acidentes e previna-se contra os maus motoristas.
A imprudência é outro fator importante, pois muitos motociclistas realmente põem suas vidas em perigo no trânsito com manobras arriscadíssimas, cometendo infrações sob a “bandeira” de que “moto existe para ser mais ágil e chegar mais rápido”. Será mesmo?

É preciso ser mais prudente, usar o bom senso, a direção defensiva e, apesar da moto ser um veículo privilegiado vale a pena dizer: quem tem pressa sempre fica pelo caminho…
Aguardo seu comentário!

Olha quem está falando em roubalheira!!!

sexta-feira, março 13th, 2009

Foi aprovado ontem (12/03) pela Comissão e Constituição de Justiça o projeto de lei nº 3016/04 elaborado pelo excelentíssimo senhor deputado Paulo Maluf, que determina aos agentes de trânsito a obrigatoriedade de emitirem apenas advertências por escrito, ao invés de multa, aos condutores e pedestres que cometerem infrações leves, desde que não tenham sofrido nenhuma atuação nos últimos 12 meses.

 O projeto de lei foi encaminhado ao Senado e se aprovado, alterará o CTB e passará a valer como regra. Mas o melhor de tudo isso foi a justificativa dada pelo excelentíssimo deputado de que com essa medida será possível acabar com a “indústria da multa” que vem afligindo São Paulo nos últimos tempos. Na visão dele, cobrar multa por infrações leves é uma violência praticada pelos agentes de trânsito.

 Mesmo sendo classificadas como “leves” elas continuam sendo infrações e, por conseguinte, gerando riscos aos usuários do trânsito. Será que é possível acreditar que o deputado Paulo Maluf, com todo o seu passado negro, está realmente preocupado em educar ao invés de punir no trânsito? Ou será que o real motivo é porque essa “indústria da multa” não incluiu seu nome como beneficiário?

Formação de Condutores é “Educação de Trânsito”?

quinta-feira, março 12th, 2009

Hoje gostaria de levantar uma discussão. Nesta semana estava realizando meu trabalho e me deparei com um assunto que me intrigou: disseram-me que formação de condutores não é educação de trânsito. E o que é pior, dizer que é, seria uma forma de oportunismo.

A minha primeira reação foi de indignação. Como formar um condutor não é educar para o trânsito? Educação de trânsito acontece apenas na escola? Não. Não concordo. Como respondi, acredito que esta ainda é a única oportunidade que temos de ensinar noções de comportamentos seguros aos futuros motoristas- nas escolas é obrigatória a inserção do tema, mas ainda não é efetiva- e por isso temos que aproveitá-la. Se eu não acreditasse que o meu trabalho é educar para o trânsito, ou melhor trabalhar para que o candidato a motorista não apenas obtenha a Carteira Nacional de Habilitação, mas saia do Centro de Formação de Condutores preparado, conscientizado e o mais importante, um cidadão melhor para o mundo, eu deveria rever os meus conceitos.

Acredito também que para acontecer de fato essa transformação, precisamos de CFCs comprometidos e alunos mais responsáveis. Precisamos também, não desmereço de jeito algum, que as crianças tenham contato com a educação de trânsito desde pequenas, não só na escola, mas em casa também, principalmente através de exemplos dos pais. Só assim teremos um trânsito melhor.

Enfim, eu acredito sim que formar um condutor é educar para o trânsito. E você, acredita em quê?

A Educação para o trânsito deve começar em casa.

terça-feira, março 10th, 2009

Acidentes de trânsito envolvendo crianças são sempre uma tragédia, por isso vale lembrar que orientação nunca é demais.
Neste fim de semana, estava manobrando o carro no estacionamento de um supermercado, quando uma criança e sua mãe estavam passando. Eu parei dando preferência, mas o menino foi desviar e passar por trás do carro, a mãe o segurou pela mão e disse: nunca passe atrás de um carro, passe pela frente para que o motorista possa vê-lo.
Parece uma coisa bem simples, mas deve ser ensinada, oriente as crianças com quem convive: filhos, alunos, sobrinhos, netos. Saber se comportar no trânsito pode evitar acidentes e salvar vidas. Atenção também para os maus exemplos, não atravesse a rua com sinal fechado ou fora da faixa, caminhe na calçada, use cinto de segurança. Observar exemplos é uma das principais formas de aprender, não brinque com segurança, acidentes são tristes, mas quando envolvem crianças parecem ainda mais difíceis.
E você condutor, fique atento aos pequeninos que são muito imprevisíveis e podem passar despercebidos.
Até a próxima!