A formação de condutores é problema mundial
segunda-feira, setembro 29th, 2008Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, os acidentes de trânsito são a primeira causa de mortes violentas no mundo, chegando a 1,26 milhão de vítimas, muito mais do que outras causas, tais como o suicídio (815 mil mortes), assassinatos (520 mil) e as guerras e conflitos (310 mil).
Esses números motivaram a realização, em São Paulo, no último dia 20, do 2º Encontro Ibero-Americano de Formação de Condutores. O evento, que aconteceu durante a Semana Nacional de Trânsito, reuniu representantes de vários países como Portugal, Argentina, Colômbia, Equador, México, Espanha, Brasil, Uruguai entre outros. A principal discussão foi a qualidade na formação de condutores, apontada como um problema mundial a ser tratado com muito mais seriedade do que vem sendo até agora.
Durante o evento, os representantes dos países participantes puderam compartilhar suas experiências na área de formação de condutores. Por exemplo, no Uruguai não há obrigatoriedade em se freqüentar a auto-escola. Na Argentina, o processo não é uniforme, cada Estado (chamado de Distrito) tem práticas diferentes no que se refere a cursos e exames. Alguns Distritos não exigem exame prático de direção. Imaginem, então, como são os motoristas de lá: salve-se quem puder!
No México, são 31 modelos diferentes de auto-escolas e, por conseqüência, de formação. A Lei Federal é interpretada pelos Estados conforme convém a cada um. O pior é que não é obrigatório que o candidato à habilitação faça curso preparatório em auto-escola. Já Portugal e Espanha seguem orientações da União Européia e têm seus processos de habilitação bem organizados e uniformes, com regras similares às do Brasil, para a surpresa de muitos que estavam na platéia.
De forma geral, o evento enfatizou a necessidade de unir forças, entre os países Ibero-americanos, para diminuir as mortes no trânsito. O grande desafio, sem dúvida, será a melhoria na qualidade na formação dos condutores.
Aqui no Brasil já temos um excelente Código de Trânsito e o processo de habilitação é bem avançado, então por que temos índices tão altos de acidentes de trânsito? O que está faltando?
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