Arquivos sobre ‘Educação de Trânsito’

Quem fala ao celular não presta atenção ao trânsito!

terça-feira, agosto 24th, 2010

O blog de hoje é para quem acha que dirigir e falar um pouquinho ao celular “não dá nada”. Então, quero descrever um pouco sobre o funcionamento da nossa atenção quando estamos fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.

É muito interessante saber que nosso cérebro é capaz de selecionar intencionalmente algo que é importante e, então, prestar atenção só a isso.

Quando nos concentramos numa determinada ação, o nosso cérebro trabalha para processar e aproveitar o máximo de informações e utilizá-las para a sobrevivência do corpo. Ele trabalha melhor, quando se concentra e faz uma coisa de cada vez.

Sabendo disso, o que acontece quando usamos o celular? Usar este aparelho requer muito de nossa energia, concentração e atenção porque, ao atendermos o celular, a atenção passa a se concentrar no processo de escutar, imaginar, buscar informações da memória e pensar no que estamos ouvindo. Além disso, enquanto ouvimos, o cérebro procura por respostas e ainda traduz o que estamos pensando através da fala. Ufa! O processo é realmente complexo. Imagine tudo isso acontecendo enquanto você dirige!

Agora, o que acontece com nossa atenção enquanto dirigimos? Nós conduzimos o veículo e manuseamos os equipamentos com precisão (embreagem, freio, troca de marcha, direção, etc). Também mantemos a velocidade adequada e o veículo no centro da pista, sem ficar movimentando-o em zigue-zague. Enquanto dirigimos também VEMOS tudo ao nosso redor: veículos diversos, pedestres, animais. Utilizamos também nossa inteligência para prevenir as situações de risco e buscar alternativas imediatas para qualquer imprevisto. Os nossos olhos passeiam de um lado para outro, identificando placas, sinais horizontais na via, lombadas, semáforo e outras sinalizações.

De repente o celular toca, você o atende e sua atenção é direcionada automaticamente para uma ação muito importante: a comunicação. O alvo da atenção concentrada passa a ser “comunicar-se ao celular” e o trânsito fica em segundo plano. Basta o carro da frente frear de repente, uma criança atravessar na frente do seu veículo em movimento, um motociclista estar no seu ponto cego de visão, ou dar uma fechada, que o acidente ocorre. Isto acontece porque reagir corretamente e com segurança exige tempo para pensar, escolher alternativas e, então, agir. É simples assim!

A minha contribuição hoje é para alertar os motoristas que ainda não entenderam que NÃO SE DEVE ATENDER O CELULAR ENQUANTO DIRIGE, porque é uma infração de trânsito e um atentado contra a própria vida e a dos outros.

Aguardo sua opinião e até o próximo blog.

Rafael Mascarenhas: o que falta para a mudança de atitude?

quinta-feira, julho 29th, 2010

A notícia da morte de Rafael Mascarenhas chocou o país na terça-feira passada. Depois que se apagarem os holofotes, esta tragédia será mais um número nas estatísticas de acidentes de trânsito. Infelizmente, é assim mesmo que aparecerá: “mais uma morte”, apesar de ser uma pessoa famosa, este é o resultado da negligência e da imprudência.

Infelizmente, no Brasil, de acordo com dados de 2008 do Ministério da Saúde, os atropelamentos são a primeira causa de morte no trânsito. Muitas vezes somos imprudentes no trânsito como pedestres, ciclistas, motociclistas ou motoristas e achamos que o acidente nunca acontecerá conosco. Porém, eles estão mais perto do que pensamos. Basta uma distração ao celular, o aumento da velocidade para chegar mais cedo no destino, um furo de sinal, um “pega” ou “racha”, basta estarmos desatentos aos semáforos (pedestre e veículo), basta uma cervejinha, uma discussão no carro, um capacete frouxo, freios desregulados… e o acidente acontece.

Na verdade nem deveria ser chamado de acidente, pois especialistas já constataram que a maioria deles tem uma causa principal: o erro humano.

Então se evitar acidentes depende de nós, porque as estatísticas de morte no trânsito continuam aumentando? Se sabemos qual é o comportamento seguro que devemos ter então porque não agimos com segurança, prudência e, acima de tudo valorizando nossa vida e a dos outros?

Mesmo assistindo à dor da família e amigos de Rafael Mascarenhas, muita gente continuará agindo do jeito que sempre agia no trânsito: com imprudência e desatenção. O que falta para a mudança de atitude?

Deixo para vocês responderem.
Até o próximo blog.

Faixa de pedestre é para ser respeitada

terça-feira, julho 6th, 2010

People crossing the streetRetornando da licença à maternidade, confesso que senti muita falta de escrever os blogs e conversar com os internautas. E de volta ao trabalho recebi um convite para falar numa rádio sobre a campanha do Batalhão de Trânsito – BPTRAN - iniciada ontem em Curitiba, sobre o uso e respeito à faixa de pedestres. Algumas perguntas foram feitas pelo radialista e achei importante comentar aqui a seguinte: mas de quem é a culpa dos atropelamentos, do motorista ou do pedestre?

Em minha opinião, todos são responsáveis pelo trânsito, afinal o motorista não nasceu dentro do carro, antes de dirigir ele já era e continua sendo um pedestre. Portanto o CONDUTOR seja de automóvel, moto ou veículo de grande porte, deve considerar que:
• Quando está na condição de pedestre quer respeito e um pouco de paciência por parte dos condutores. Então porque não ter um pouco mais de paciência com os pedestres, que também tem um destino, assim como os que estão motorizados?
• Deve lembrar que ele, bem ou mal, aprendeu a se comportar no trânsito e conheceu as normas para circulação nas vias. O pedestre nem sempre conhece todas as regras, direitos e deveres e, muitas vezes, desconhece a verdadeira dimensão dos riscos para a sua vida ao ter atitudes perigosas no trânsito. Então é dever do condutor PREVER e EVITAR atropelamentos, independente do comportamento errado do pedestre.
• Deve considerar que o elemento mais frágil é o pedestre e não ele, que tem o veículo como um escudo protetor. Quem sai perdendo sempre é o pedestre.

Já o PEDESTRE precisa:
• Dar-se conta que nem sempre está sendo visto pelo condutor.
• Estar mais atento, ser menos apressado, e parar de atravessar a rua entre os carros.
• Usar a faixa de pedestres onde existir e parar de oferecer perigo para si e para os outros usuários.
• Usar a regra de ver e ser visto que significa prestar atenção se o condutor o enxergou e estar realmente atento a movimentação de todos os tipos de veículos.
• E onde não houver faixa, olhar cuidadosamente para os dois lados e atravessar em linha reta.

A responsabilidade é de todos, mas é preciso que as campanhas educativas de trânsito sejam frequentes. Além disso, estruturar a cidade com mais faixas de pedestres e fiscalizar pedestres e condutores com freqüência e rigor. A convivência precisa ser pacífica, ordenada e de respeito mútuo, mas isso só se constrói com um trabalho constante e de longo prazo.

Faça a sua parte: respeite e use a faixa de pedestres. Aguardo a sua participação respondendo à pergunta: de quem é a culpa dos atropelamentos?

Punição mais severa aos infratores reincidentes

segunda-feira, julho 27th, 2009

Haverá mais rigor para aqueles que insistirem em praticar infrações gravíssimas e crimes de trânsito frequentemente. O governo federal pretende alterar vários artigos do Código de Trânsito Brasileiro - CTB - até o final de 2009, com o objetivo de tornar mais severas as punições, condenando estes infratores a prestar serviços à comunidade, entre outras.
Por exemplo, o condutor que cometer infrações gravíssimas relativas a limite de velocidade, por duas ou mais vezes durante um ano, será levado a júri em um Juizado Especial Criminal. Além da multa, há a previsão de pena de até dois anos de prestação de serviços à comunidade, em hospitais públicos, clínicas ou instituições que atendam vítimas de acidentes de trânsito. Os valores das multas para crimes de trânsito, que pode ser multiplicada por cinco, poderá chegar a R$ 1.575.
Algumas pessoas podem achar que a punição de prestar serviços à comunidade é muito branda e que não pune o culpado como deveria. Porém uma pesquisa feita por estudioso da área do direito, mas que ainda não foi publicada mostra que a grande maioria dos infratores que recebe este tipo de punição e a cumpre, não volta a infringir a lei. Muitos vereditos relacionados a acidentes de trânsito têm considerado a prestação de serviços como a melhor alternativa de pena, principalmente devido à precariedade do setor penitenciário brasileiro. Além disso, já é de senso comum o fato das cadeias não oferecerem condições para a reeducação dos presos.
Concordo que as multas devem ser altas, “bem altas”, pois tenho notado que, geralmente, quem reclama delas são os infratores. Então, para quem “anda na linha” não há porque se preocupar, pois não sentirá no bolso o peso das multas e não terá sua habilitação suspensa.
Ficamos no aguardo das mudanças e até o próximo Blog.

Instrutores e condutores serão corresponsáveis pelas infrações

terça-feira, julho 21st, 2009

O Projeto de Lei 2788/08, do deputado Ratinho Júnior (PSC-PR), pretende controlar a atividade de instrutores e examinadores, por meio da criação do Registro Nacional de Instrutores e Examinadores (Renaiex). Neste Registro haverá informações sobre os instrutores e examinadores de habilitação de trânsito, bem como os dados sobre infrações e pontuações dos motoristas formados e aprovados por eles. O parlamentar argumenta que “com os dados em mãos, as autoridades poderão aplicar, em caso de comprovado desvio de conduta, penalidades que vão desde a simples advertência até o cancelamento da autorização para o exercício da profissão”.
Não sei qual é o objetivo deste Projeto de Lei, se é marketing ou se há realmente uma preocupação com a qualidade da formação dos condutores. Para mim, este Projeto está olhando o problema dos acidentes de trânsito sob o ponto de vista das consequências e não das causas.
Lanço então algumas reflexões: o que faz com que muitos motoristas sejam imprudentes e negligentes? Será que somente a formação na autoescola poderia resolver estes problemas de comportamento? Como está a qualidade da formação dos instrutores e examinadores? Qual é o órgão que permite que instrutores sejam formados por meio de um curso à distância?
Onde estão os órgãos executivos que só fiscalizam as autoescolas no momento da abertura e depois esquecem de fiscalizar a qualidade do ensino?
Onde está o Conselho Nacional de Educação e Ministério da Educação que ainda não tomaram ações mais efetivas para que a educação de trânsito seja efetiva nas escolas?
A idéia aqui não é passar a mão na cabeça dos instrutores e examinadores, pois assim como em qualquer outra profissão, tem profissionais qualificados e comprometidos e outros que não tem preparo nem vontade de melhorar sua qualificação.
Só quero deixar aqui meu protesto de que este Projeto de Lei deveria ser substituído por outro que exigisse uma formação de qualidade dos instrutores e examinadores, um acompanhamento anual ou semestral dos órgãos executivos, com formação continuada, aperfeiçoamento, avaliações de desempenho, etc.
Está na hora de levar a sério a qualidade de formação dos futuros condutores e para isto, é necessário investir na qualificação dos instrutores e examinadores e na avaliação constante de desempenho.
Aguardo seu comentário.

Um ano de lei seca: já podemos comemorar?

quarta-feira, julho 15th, 2009

No último sábado, dia 11, a Lei seca completou um ano de existência, mas será que temos o que comemomar? Segundo o Ministério da Saúde, as mortes no trânsito caíram 22,5 após a lei. Os atendimentos às vítimas de acidentes, em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), caíram 23%, comparando-se o segundo semestre de 2007 com igual período de 2008. Tudo isso já é um grande ganho.
Porém, ainda podemos notar que muitos condutores “afrouxaram” seu comportamento, voltando a dirigir sob efeito de álcool, logo que a fiscalização também reduziu. Temos então alguns comportamentos variados em relação à lei:
o Muitos motoristas realmente estão mais conscientes e permitem que uma pessoa mais próxima e que esteja sóbria, dirija seu carro na volta da “balada”;
o Outros adotaram a dica do “motorista da vez”, escolhendo alguém do grupo que não irá ingerir bebida alcoólica para dirigir na volta para casa;
o Outros motoristas perderam o medo da fiscalização e voltaram a beber e dirigir;
o A fiscalização também está voltando às ruas aos poucos, mas ainda bem menos intensa do que no início da lei.
Seja qual for o comportamento que cada um esteja adotando, já é provado cientificamente que uma pessoa alcoolizada, mesmo com níveis baixos de álcool por litro de sangue, não está em condições de dirigir com segurança. Assim também como já está comprovado estatisticamente que mais de 50% dos acidentes com morte tem como principal causa a ingestão de álcool.
A consciência de NÃO BEBER ANTES DE DIRIGIR deve ser trabalhada intensamente através da educação a longo prazo, campanhas educativas e fiscalização, para que os condutores percebam que este ato realmente faz a diferença entre chegar vivo em casa ou morrer e matar alguém pelo caminho num acidente de trânsito.

Aguardo seu comentário e até o próximo blog!

Uma ótima notícia: Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito

segunda-feira, julho 6th, 2009

Já podemos comemorar outro avanço no que diz respeito à educação de trânsito nas escolas brasileiras: a Portaria 147 de 02 de junho de 2009, que aprova as Diretrizes Nacionais da Educação para o Trânsito na Pré-Escola e no Ensino Fundamental.
A finalidade destas diretrizes é orientar a prática escolar voltada ao tema trânsito, oferecendo aos professores da pré-escola e ensino fundamental a “oportunidade de desenvolver atividades que tragam à luz a importância da adoção de posturas e de atitudes voltadas ao bem comum; que favoreçam a análise e a reflexão de
comportamentos seguros no trânsito; que promovam o respeito e a valorização da vida”.
As diretrizes trazem conceitos e diferentes sugestões de como ensinar sobre trânsito nestes dois níveis de ensino.
No caso da pré-escola as crianças aprendem por meio de brincadeiras, música, arte, contação de história, passeios, entre outros. As diretrizes enfatizam ainda temas importantes como a “prevenção de acidentes de trânsito e o autocuidado e identificação de riscos de acidentes de trânsito em ambientes próximos”.
Já no Ensino Fundamental, o assunto trânsito entra como tema transversal ao currículo. Não se trata de uma disciplina isolada, mas sim um tema incluído nos conteúdos já existentes. Por exemplo, para os anos iniciais (1º ao 5º ano) deve haver o estudo dos lugares, a cidade, o direito de ir e vir. Para os anos finais (6º ao 9º ano), deve haver o estudo da linguagem do trânsito, segurança e convivência social no trânsito. As diretrizes dão orientações didáticas para as áreas como Trânsito e Língua Portuguesa, trânsito e matemática, Trânsito na história, etc.

De maneira geral, os objetivos destas Diretrizes são “priorizar a educação para a paz a partir de exemplos e desenvolver posturas e atitudes por meio do trabalho sistemático e contínuo. Além disso, pretende superar a idéia de educação de trânsito voltada apenas ao preparo do futuro condutor.

A proposta engloba o envolvimento da família e da comunidade nas ações educativas, contribuindo para mudanças do quadro de violência no trânsito. Além disso, pretende criar condições para que os alunos percebam-se como agentes transformadores do espaço onde vivem.
Acredito que este grande passo pode realmente mudar a realidade do trânsito brasileiro a médio e longo prazo. Vamos acompanhar e torcer!
Aguardo o seu comentário.

O abuso das motos nas estradas

segunda-feira, junho 15th, 2009

Não sei como a psicologia do trânsito explica isso, mas muitos motociclistas estão cada vez mais abusados. Ontem mesmo, quando eu voltava de uma viagem de Florianópolis a Curitiba, vi dois absurdos acontecerem. Em momentos diferentes da viagem, dois motoqueiros tiveram a mesma atitude assassina: ultrapassaram um veículo que já estava na pista da esquerda ultrapassando outro. Daí você pensaria: mas o correto não é ultrapassar pela esquerda? Pois é, mas eles passaram com suas motos entre o carro e a mureta que separa as pistas da rodovia. O espaço era tão pequeno que fiquei imaginando a tragédia na minha frente. Fiquei pensando o que se passa na cabeça desses loucos? Parece que querem chegar ao limite, desafiando a morte ao extremo. Não pensam neles e muito menos nas pessoas que estão ao seu redor. Afinal, qualquer pedrinha no meio do caminho que desestabilizasse aquelas motos naquela ultrapassagem maluca, poderia causar sérios acidentes envolvendo muitos veículos, inclusive a mim, que seguia logo atrás.
Bom, dessa vez eles se livraram de um acidente, mas até quando?
Vamos torcer para que quando sofrerem um acidente não levem pessoas inocentes com eles, pois com certeza, pilotando dessa forma, já têm seus dias contados.
Até o próximo blog.

O que “vem com tudo” no trânsito?

segunda-feira, junho 8th, 2009

O novo quadro da Regina Casé, no programa Fantástico, sobre o que vem com tudo em questão de tendências me fez pensar não somente em vestuário, alimentação, etc, mas também em comportamento.
O que será que “vem com tudo” em relação ao comportamento das pessoas no trânsito?
Será que estamos preparados para um colapso no trânsito nas grandes cidades brasileiras, previsto para daqui 4 ou 5 anos? Seremos capazes de mudar nosso hábito de dirigir para o de usar o transporte coletivo com mais frequência?
Será mesmo que a tendência é deixar o nosso carro em casa e usar bicicleta, andar a pé, aproveitar a carona no veículo de um vizinho?
E quanto aos pedestres, será mesmo que estamos mais atentos ao trânsito, evitando colocar-nos em perigo nas travessias de rua?
Estamos realmente ensinando nossos filhos sobre os perigos reais do trânsito e que exemplo damos a eles no nosso dia-a-dia?
Quando se fala em moda, seja de vestuário, alimentação ou gírias, parece que a mídia em geral consegue influenciar as pessoas de uma maneira muito mais efetiva. Basta sair às ruas e observar as pessoas. Porém quando o assunto é comportamento cidadão parece existir muito mais resistência, mesmo compreendendo que atitudes seguras podem salvar a vida das pessoas no trânsito.
Bom, deixo pra você, internauta, comentar sobre o que “vem com tudo” no trânsito de sua cidade.
Aguardo seu comentário.

Acidente aéreo e acidente de trânsito: qual a diferença?

terça-feira, junho 2nd, 2009

O desaparecimento do avião da Air France, que levava 228 pessoas para a França neste final de semana tem causado grande consternação entre os parentes e amigos dos passageiros e tripulação. Afinal ninguém sabe ao certo o que realmente aconteceu. Porém acidentes de grande monta sempre assustam e mobilizam a população em prol das vítimas.
De proporção menor, mas tão grave quanto este acidente aéreo, foi o caso do jovem de 19 anos que no último sábado, em São Paulo, atropelou de propósito dois jovens, matando um deles. Este jovem se apresentará hoje à polícia, graças às câmeras que idenficaram seu veículo no momento do crime.
Independe de ser acidente aéreo ou de trânsito, de haver muitas ou poucas vítimas, é possível perceber o valor e a fragilidade da vida humana diante destas situações. Ninguém quer e nem espera este desfecho para sua vida. Porém, quando acidentes acontecem, a tristeza e a dor da perda são igualmente sentidos pelas pessoas que ficam, sejam parentes ou amigos de quem morreu em acidente aéreo ou de trânsito.
Mas nem tudo é fatalidade, pois no caso do atropelamento, matar o próximo foi uma decisão pessoal e proposital e que poderia ter sido evitada.
Quantas vezes temos comportamentos perigosos no trânsito, mesmo sem a intenção de matar, mas que podem acarretar acidentes e a morte de pessoas?
Acredito que causar acidentes no trânsito sempre depende de decisão pessoal e da percepção de cada um sobre o valor da vida!

Aguardo seu comentário.