Postado por Êrica Nickel em Julho 21st, 2008
Este é realmente um momento histórico, pois há muito tempo não se noticiava tanto sobre trânsito como agora. E por que isso? É bem provável que o motivo seja o insuportável índice de mortes com o qual a sociedade em geral não agüenta mais conviver. Soma-se a isto os custos incalculáveis que recaem sobre o bolso do brasileiro, independente de possuir automóvel ou não.
Sendo assim, não há como negar que todos nós somos responsáveis pelo trânsito e, neste sentido, cumprir a lei passa a ser uma questão de ética. Mas vamos ser sinceros: o que menos se vê no cenário nacional são atitudes éticas. Parece que vivemos uma verdadeira crise de sentido em relação ao valor da vida. Estamos perdendo a referência dos valores mais importantes que permitem a uma sociedade viver com um mínimo de decência e harmonia. Para mim o respeito ao próximo é um deles e acredito que o grande desafio atualmente seja justamente coexistir. O pior é que essa dificuldade em ocupar os espaços públicos e privados aceitando e respeitando os outros aparece com muito mais força no trânsito.
Penso que este seria um dos motivos que faz muitas pessoas serem contra a nova Lei 11.705/08 de tolerância zero: a incapacidade de respeitar a vida do próximo.
Se o motivo para a “tolerância 0” existir é a preservação da vida, então temos mais é que aceitar e deixar de lado as desculpas egoístas que não contribuem para reduzir os acidentes de trânsito em nosso país.
Aguardo seu comentário.
Categoria:Educação de Trânsito | 11 Comentários »
Postado por Ana Cristina Maier em Julho 18th, 2008
Hoje trarei um assunto que me chamou a atenção após ter assistido a reportagem transmitida no último dia 15 pela Rede Globo, onde um motorista de caminhão atropelou e matou um motociclista numa atitude irracional. O atropelamento ocorreu quando o motorista do caminhão reagiu a um gesto obsceno feito pelo motociclista, iniciando uma perseguição que acabou em morte. O que leva um motorista a cometer um crime de trânsito como este?
Posso lhe dizer que neste caso o álcool e a intolerância foram os fatores principais do episódio fatal. É triste saber que ainda existem pessoas contra a “Lei seca”! Será que se esse motorista estivesse em sua plena consciência, iria cometer essa barbaridade?
Infelizmente o ato trágico já ocorreu, mas a mensagem que fica é de que precisamos ter mais consciência dos nossos atos, ser mais cautelosos com as nossas atitudes e respeitar mais as pessoas que estão no nosso convívio social, neste caso o trânsito.
Portanto, cuidado com os gestos e atitudes que você costuma praticar no trânsito, pois eles podem causar grandes prejuízos, tanto a você como para o seu veículo. Vamos ter mais responsabilidade quando estivermos na direção de um veículo. Não vamos transformar nossos veículos em armas mortais.
Aguardo seu comentário.
Categoria:Psicologia e Segurança | 4 Comentários »
Postado por Mariana Czerwonka em Julho 16th, 2008
Já respondendo a questão levantada no título, eu não tenho dúvida nenhuma. Não tenho dúvida de que a Lei 11705 foi bem aceita e trouxe bons resultados. Não tenho dúvida de que pessoas que bebem em qualquer quantidade, não podem dirigir. Não tenho dúvida de que a tendência de que caiam mais ainda o número de mortes e acidentes seja cada vez mais real.
Porém outras dúvidas vêm à tona: será que a fiscalização séria e intensificada irá continuar? Será que não haverá abusos? Será que as pessoas estarão mais conscientes de que a lei é importante para todos não só porque mexe no bolso do cidadão?
A minha maior preocupação é a seguinte, sabemos que para a lei funcionar, deve existir fiscalização. E se a fiscalização perder força com o tempo sinto que pode acontecer o mesmo que aconteceu com o lançamento do Código de Trânsito Brasileiro. No começo os números caíram, os acidentes diminuíram e as pessoas se assustaram com a nova Lei, depois parece que se “acostumaram” e os números voltaram a subir.
Espero que isso não aconteça e que vença a segurança no trânsito.
Categoria:Notícias de trânsito | 8 Comentários »
Postado por Yone Fontana em Julho 15th, 2008
Na minha estréia neste blog, pretendo compartilhar com vocês um assunto que é muito sério e do interesse de todos. Na semana passada li algo sobre a inflação no custo da saúde. A matéria contava a história de uma família que tinha um excelente plano de saúde, até que uma das filhas sofreu um acidente de carro e ficou tetraplégica. Foi aí que a família percebeu que não estava preparada para custear o tratamento de R$ 10.945,00 por mês. Além da história desta família, a matéria demonstrou que os medicamentos/equipamentos tiveram um aumento de 170% de 1997 até agora. Um dia de internamento em UTI, que custava aproximadamente R$998,00, hoje custa o dobro, R$1.890,00. Clique aqui
Além desta matéria, li outras duas, igualmente importantes e diretamente ligadas. Uma delas sobre a nova CMPF, chamada agora de CSS – Contribuição Social para Saúde. A outra é sobre a queda nos índices de atendimento às vítimas de acidentes de trânsito nos hospitais de todo o Brasil, após a Lei 11.705/08. Os números são muito expressivos, considerando-se que 33% dos leitos de hospitais são ocupados por vítimas do trânsito.
Levando-se em consideração o aumento no custo da saúde e a possibilidade de aprovação da CSS, a conta está ficando cada vez maior e quem paga por isso é cada um de nós. Que tal reduzirmos esses custos em 33%, sendo mais conscientes e responsáveis no trânsito?
Eu, sinceramente, não concordo em pagar tão caro pela cervejinha do fim de semana de quem quer que seja, por que a conta acaba caindo no nosso bolso e nós temos o direito de “não imputar dívidas, impostos e problemas de saúde contra nós mesmos”.
Categoria:Educação de Trânsito | 2 Comentários »
Postado por Êrica Nickel em Julho 14th, 2008
Três institutos médicos legais do Distrito Federal informam a queda de 57% no número de mortes no trânsito desde a implantação da Lei 11.705/08. O rigor na fiscalização tem sido fundamental para que esses números continuem caindo. Este rigor já reduziu operações de resgate em boa parte do país, segundo dados do Ministério da Saúde: o número de atendimentos caiu em média 24% em 14 unidades do Samu. O Corpo de Bombeiros também registrou uma queda de 30% nos atendimentos o que se traduz, no final das contas, não só em mais recursos, mas também em menos vidas perdidas ou pessoas com seqüelas. O mais importante por trás de todos esses números é que a vida de crianças, jovens e idosos estão sendo poupadas.
A Lei vai muito além da economia de recursos, dos lucros das indústrias de bebidas alcoólicas e dos direitos individuais, pois, afinal, quem pode julgar ou mensurar a dor das famílias que perderam pessoas queridas em acidentes de trânsito? O sofrimento delas não se limita só à perda, mas ele continua ao serem obrigadas a organizar os funerais, testemunhar em delegacias e acompanhar os julgamentos. Apesar de todo o esforço legal para punir os culpados, as vítimas não retornarão à vida. O que resta aos familiares são as lembranças e o desafio de se readaptarem à vida após a tragédia. Somente as fotografias mostrarão o sorriso daqueles que já se foram.
Só sei que o lucro não pode estar acima da vida, considerando os últimos recursos impetrados por associações de restaurantes e bares contra a nova lei.
Acredito que se essa lei salvar uma só vida, já terá valido a pena!
Aguardo seu comentário!
Categoria:Educação de Trânsito | 9 Comentários »
Postado por Êrica Nickel em Julho 7th, 2008
É, parece que temos que aceitar que a Lei 11.705/08 está mudando a realidade. Desde que ela foi sancionada, só em São Paulo a queda foi de 19% nos atendimentos às vítimas de acidentes de trânsito, já nas rodovias paulistas a queda foi de 45,5%. No Distrito Federal o número de acidentes com mortes nas vias locais caiu pela metade, em comparação com o período anterior à lei.
Vale a pena darmos uma chance à lei, pois não vamos “chutar o pau da barraca” só porque muitas coisas não vão bem em nosso país. É preciso apoiar leis que beneficiem a sociedade como um todo.
Essa idéia de que a lei está tirando o “direito de todo o cidadão brasileiro” é um MITO, primeiro porque só 44% da população tem habilitação, segundo que 48% da população é abstêmia (não bebe), ou seja, quem tem que se adequar à lei são os usuários de álcool que insistem em DIRIGIR APÓS BEBER.
Mas os números estão aí pra quem quiser ver, então ao invés gastarmos nossas energias criticando, que tal exigirmos das autoridades competentes que cumpram o seu dever no trânsito: fiscalizando, multando, educando, melhorando a estrutura viária e salvando vidas.
Até o próximo Blog!
Categoria:Educação de Trânsito | 2 Comentários »
Postado por Ana Cristina Maier em Julho 4th, 2008
A nova Lei 11.705, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, já está provocando alterações no comportamento da população brasileira. Dirigir após ter consumo qualquer quantidade de bebida alcoólica está proibido. A política de tolerância zero implica uma mudança de hábitos sociais.
Como exemplo, no último sábado (28/06) pude perceber o reflexo positivo da nova Lei, quando alguns colegas resolveram comemorar o aniversário de um deles num famoso bar de Curitiba/PR. O que me chamou a atenção foi a forma como eles se deslocaram para o bar. Coincidentemente, todos os casais acabaram optando por ir de táxi e o que todos comprovaram foi que valeu muito a pena, pois o custo do deslocamento ficou em R$12,00 e comparando com o estacionamento (Valet) o valor seria de R$10,00. Ou seja, valeu muito mais a pena ir de táxi do que ir com o próprio veículo. Puderam se divertir e não se preocuparam com a volta.
É essa consciência que esperamos dos condutores. Pois a lei não disse que você não pode beber o seu “chopinho” ou qualquer outra bebida alcoólica e sim está alertando os condutores a não dirigir caso venha ingerir a bebida.
A preocupação está em diminuir o número de acidentes no trânsito onde o causador principal é o vilão álcool. Portanto, comecem a ver essa nova lei com bons olhos e mudar os próprios hábitos, pois isto pode salvar vidas.
Até o próximo blog.
Categoria:Psicologia e Segurança | 4 Comentários »
Postado por Mariana Czerwonka em Julho 2nd, 2008
Olá…ontem assisti uma matéria do Jornal Nacional onde testaram se bombom de licor, enxaguante bucal e pouca bebida alcoólica seriam detectados no teste do bafômetro. E para alegria geral da nação, JÁ QUE DEPOIS DA “LEI SECA” DESCOBRIMOS PESSOAS AFICIONADAS POR BOMBOM DE LICOR, foi provado que se comermos 7 bombons de licor, não teremos álcool no sangue suficiente para aparecer no bafômetro.
Ufa…ainda bem…já estava vendo uma nova modalidade de porre por aí…porre de bombom de licor! Imagine a desculpa do seu namorado: “Amor, ontem te traí, mas você tem que me desculpar, comi 10 bombons de licor, e fiquei tão bêbado que não sabia o que eu estava fazendo”.
Brincadeiras à parte, essa matéria serviu para mostrar que a Lei é séria e que devemos respeitá-la. Se a fiscalização vai funcionar, não sei. Se é o mais correto, não sei. Se os 0,6 mg/l já eram suficientes para “pegar” os embriagados, também não sei. O que eu sei é que o objetivo da Lei, que é salvar vidas, está acima de tudo e é totalmente válido.
Só quem perdeu alguém no trânsito, devido a ocorrência de acidente envolvendo algum usuário embriagado, seja ele condutor ou pedestre, sabe dar valor ao que estamos defendendo: A VIDA! Não espere acontecer algo com você e com a sua família para fazer alguma coisa. A solução está em nossas mãos.
Ahhh! E aqueles que não vivem sem bombom de licor: SE ESSE ERA O PROBLEMA, PODEM FICAR SOSSEGADOS, O BOMBOM DE LICOR ESTÁ LIBERADO!
Categoria:Notícias de trânsito | 3 Comentários »
Postado por Elaine Sizilo em Julho 1st, 2008
Olá pessoal! Depois de algum tempo sem escrever, confesso que não consegui resistir à polêmica que a Lei 11.705/08 está gerando no país. É muito legal ver tanta gente discutindo um assunto que até pouco tempo quase ninguém se importava. Mas por que será que de repente o trânsito ficou tão interessante assim? Uma coisa eu tenho certeza, preocupação com o número de acidentes e vítimas do trânsito não é!
Tenho presenciado depoimentos absurdos de pessoas que estão se sentindo LESADAS pela nova lei. É como se a legislação determinasse que a partir de agora fosse PROIBIDO BEBER e ponto final. Mas na verdade ninguém está sendo proibido de beber, apenas de dirigir quando beber!
A mídia tem contribuição direta nesta visão distorcida do assunto quando faz suas chamadas usando o termo LEI SECA. Quem houve isso pensa o quê? Pensa, apenas, que está sendo “privado de um direito” seu: de tomar um chope no fim dia, de festejar com os amigos na balada, de afogar as mágoas de uma frustração, ou de qualquer outra desculpa que se queira acrescentar aqui.
Quem usa deste discurso para se posicionar contra a exigência da lei não passa de um tremendo EGOÍSTA, pois está unicamente preocupado em satisfazer as suas próprias necessidades. O engraçado (para não dizer trágico) é que NINGUÉM se manifesta assim, com tanta veemência, contra a robalheira da política, a fome no nordeste, a miséria nas favelas, a falta de emprego para os jovens ou contra as inúmeras vidas perdidas no trânsito. Para estes, pouco importa se vidas serão salvas com esta determinação, nem que, talvez entre essas vidas, esteja a minha ou a sua. Enfim, independente do que digam, um brinde para a nova lei!
Categoria:Normas e legislação | 8 Comentários »
Postado por Celso Mariano em Junho 25th, 2008
Normalmente, só amigos, colegas de trabalho e familiares ficam sabendo se você entrou para a lista de vítimas da violência do trânsito. Ao contrário do que aconteceria se você estivesse em um avião que caiu. Seu nome seria publicado e citado em inúmeros noticiários e boletins. Afinal, morrer nestas condições é mesmo muito, digamos, especial. Já ser vítima no trânsito é coisa banal. Todos os dias, o trânsito brasileiro mata pelo menos 100 brasileiros (números oficiais). Mas o número real pode ser muito maior. Em 2.000 o professor Mauri Panitz da PUC-RS já calculava em mais de 80 mil por ano, o que dá uns 200 velórios por dia! Alguém aí já pensou em abrir uma Funerária Temática? Não faltariam clientes.
Apesar do número incrível de vítimas - e olha que eu não estou citando os milhares de feridos - pouco ou nada sabemos destas pessoas, ou sobre maiores detalhes de suas tristes histórias. Quando algum caso se destaca é porque tem mesmo algo de inédito. É o caso do administrador H.S., curitibano que amargou na justiça as custas do processo que movia contra seu atropelador.
Houve muita repercussão do caso. Ontem, em entrevista no rádio , tive a oportunidade de conversar com jornalistas sobre a responsabilidades, direitos e deveres de cada um de nós, no ambiente trânsito. E, principalmente, sobre as soluções que teimamos em não aplicar para humanizar nosso tão atrapalhado e violento trânsito brasileiro.
A conversa se estendeu e acabei por não expressar minha opinião sobre o caso específico em questão. Não conheço o senhor H.S., nem os detalhes do seu acidente. Espero, sinceramente, que não tenha havido nenhum tipo de injustiça. Principalmente daquelas maldades ocasionadas por armadilhas técnicas, que massacram os que não dominam conhecimentos específicos sobre determinada área ou arte - outro tipo de violência contra o cidadão, tão abominável quanto a violência do trânsito.
Tomara que os veículos de comunicação assumam cada vez mais seu importante e indispensável papel para mudar nossas vergonhosas estatísticas nesta área.
Categoria:Trânsito e a Sociedade | 3 Comentários »